Blog Metaquímica

Janeiro 17, 2006

teatro - vila real


É de louvar a boa programação do teatro de Vila Real (só é pena que não tenham mais teatro). Informação sobre o programa no site do Teatro de Vila Real

Esta sexta-feira, dia 20, Teatro de Vila Real, 22h:

"Romeu e Julieta", uma peça a não perder.


Janeiro 15, 2006

resposta (by me)

Não, não digo mais nada.
As palavras secam no âmago da minha alma.
As nossas músicas ecoam agora,
No sepulcro vazio, do nosso vácuo.

Já não digo nada.
Já não consigo dizer.
A minha garganta congela.

Porque em ti, ela morre de medo.
Porque contigo, ela morre de medo.
Porque por ti, ela morre de medo.

Mas sobretudo porque contigo,
Ela perde a noção de ser,
Por ser algo mais que o próprio ser.

Não te disse o que queria.
Pois agora ergo a voz e a cabeça ao alto,
Para proclamar aqui e agora,
Que não disse o que deveria dizer.

Porquê? (perguntas-me)
(E vou dizer mais alguma coisa…)
Porque agora se me enche o peito de coragem,
O corpo de ousadia, a mente de bravura.

Para te dizer que sem ti não faço sentido,
Sem ti o mundo perde contornos,
Sem ti as cores desvanecem,
Os sons calam-se no silêncio,
E os cheiros perdem-se nos jardins.
Sem ti, meu amor, perco-me.
E sempre que me perco,
Só o teu olhar me devolve
A ânsia e vontade de viver.
Só pelo amor que nutro por ti,
Que me dá o sorriso nos lábios,
O brilho nos olhos doces,
E que me dará, algum dia,
O teu beijo que tanto desejo.

Janeiro 14, 2006

pergunta (by joana)

Apareceste…
Desapareceste…
Não apareças mais…
Desaparece!

Porque chamaste por mim?
Não chames por mim,
Não voltes a chamar por mim!

Já chega!

Já chega de mentiras!
Já chega de ilusões!

Já chega!

Já não quero ouvir mais!
Cala-te!

O que queres tu?
O que podes querer tu?

Nada!

Tu não podes querer NADA!
Tu não queres NADA!
Tu não vales NADA!

Nada!

E não digas mais nada…
Não me digas mais nada…

Janeiro 12, 2006

untitled

Não percebo o mundo.
Não lhe compreendo as razões. Sinto a falta de um bocadinho de nexo.
É sempre tudo tão vago... E acaba tudo por cair. Por este ou aquele buraco.

No fim, no fim mesmo mesmo, acaba por se ver que nada deu certo.
O destino está nas nossas mãos.
Mas e quando lutamos lutamos e lutamos, e ainda assim, não conseguimos?

Isso é que são as razões que a razão desconhece.



Não percebo o mundo, não. Nem o quero perceber.

Quero senti-lo. Contigo.

Janeiro 02, 2006

back to action

ano novo, vida nova.

Metaquímica volta ao activo.

Junho 15, 2005

"As palavras"

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

Junho 13, 2005

"after the rain comes sun"

e eu nunca me canso de falar de ti, nunca o ar me falta para pronunciar o teu nome.
adormeço à noite e sinto o teu perfume no ar, sorriso nos lábios, de uma noite... mágica.
e pergunto-me porque o tempo é tão efémero? porque nos prega algumas partidas, porque só nos mostra alguém quando estamos prestes a deixar de ver essa pessoa todos os dias?

o luz, a sombra, o laranja dos momentos inesquecíveis. o laranja de nós. o meu e o teu. a palavra "inefável".

o som puro e delicado da tua voz, como o som de um anjo encantado quer permanece suspenso sobre um mar de cores. o tempo passado no sofá, a olhar para um quadro qualquer, e de olhos fechados, só a ouvir, a ouvir... sem sentir mais nada, sem sentir as mãos, sem ver, sem cheirar nem saborear, apenas ouvir essas notas que entravam no meu ouvido e ecoavam aqui dentro, ondas enigmáticas de uma beleza intemporal.

vieste como o vento vem num dia mau. ficaste para o mudar e acabaste por consegui-lo. e eu só consigo dizer-te obrigado. por existires, por seres inefável e por olhares para mim com esse olhar e sorrires.